sexta-feira, 30 de abril de 2010

Revolução Farroupilha

Um dos canhões usados pelos Farroupilhas. Acervo do Museu Júlio de Castilhos


Em 1835 seria a vez da Revolução Farroupilha, um dos mais dramáticos e sangrentos episódios da história gaúcha, que durou dez anos e onde morreram de 3 a 5 mil pessoas. Explodiu a revolta como consequência do declínio na economia estadual, em virtude da sobretaxa do charque, a base da economia, mais o excesso de outros impostos, a ineficiência do governo da Província e sucessivas perdas agrícolas por pragas naturais e calote oficial. Na onda de insatisfação contra o governo imperial, a quem culpavam de fazer uma política nefasta ao estado, em 20 de setembro de 1835 rebeldes em Porto Alegre puseram a fugir o presidente da Província, tomando a cidade. Logo o movimento adquiriu feição separatista e republicana. A reação do governo central não tardou. Porto Alegre foi recapturada logo mas o interior deu sérios trabalhos aos imperiais até que em 1845, quando comandados pelo Visconde de Caxias, prevaleceram, e foi assinada a Paz do Poncho Verde, quando foi dada uma anistia geral aos revoltosos, pagas indenizações aos chefes militares e libertos os escravos sobreviventes que haviam lutado.

Theatro São Pedro.

Em determinado momento esta revolta, que chegou a resultar na proclamação da efêmera República Rio-Grandense e dominar cerca de metade do estado, propagando-se até Santa Catarina, mobilizou dois terços da força militar nacional, enviada para sufocá-la. Nesse intervalo a economia da província, já fragilizada, entrou em colapso. Mesmo tendo decretado medidas para melhoria no setor produtivo, os revolucionários nunca conseguiram organizar de fato a administração da sua nova República, e os governantes imperiais não tiveram melhor sucesso, sucedendo-se 19 deles em apenas dez anos. Apesar da derrota final dos farroupilhas, a guerra serviu para acentuar o espírito regionalista com a consolidação do poder dos estancieiros, alterou o equilíbrio de forças nas relações do Rio Grande do Sul com o Império e se transformou num símbolo de identidade na construção da memória do estado.

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