sexta-feira, 30 de abril de 2010

Crescimento e novos conflitos...

Mesmo com o crescimento de várias cidades, principalmente Porto Alegre, Pelotas ainda ocupava a posição de predomínio econômico no estado, quando o ciclo do charque entrava em seu apogeu. Cerca de 300 mil reses eram abatidas anualmente nas charqueadas da região, gerando grandes lucros para a elite local. O charque se transformava em pinturas, louças finas, roupas da última moda francesa, cristais, móveis de luxo, casas elegantes. Nos jornais os cronistas se orgulhavam de em sua cidade nem um único edifício público ter sido pago pelo governo estadual, sendo tudo financiado pelos locais. Em visita à cidade, o Conde D'Eu observou:


Solar do Barão de Três Serros, em Pelotas, hoje o Museu da Baronesa.

"É Pelotas a cidade predileta do que eu chamo de aristocracia rio-grandense. Aqui é que o estancieiro, o gaúcho cansado de criar bois e domar cavalos no interior da Campanha, vem gozar as onças e os patacões que ajuntou em tal mister".

Enquanto esse ciclo econômico continuava, na política a situação começava a mudar. Em 1881 voltou à sua terra natal um grupo de jovens liderado por Júlio de Castilhos, depois de temporada de estudos em São Paulo, onde entraram em contato com ativos intelectuais e com a filosofia positivista. A campanha abolicionista ganhava as ruas e Castilhos assumiu imediatamente a dianteira do movimento, ao mesmo tempo em que criava um Partido Republicano diferenciado, o Partido Republicano Rio-grandense, inspirado no Positivismo, cujo porta-voz foi o influente jornal A Federação. A partir de 1884, contando com a participação de grandes segmentos da sociedade, conseguiram iniciar um processo gradativo de libertação dos cerca de oito mil escravos do estado, quatro anos antes da proclamação da Lei Áurea. Os libertos, contudo, não encontrariam facilmente uma colocação no mercado de trabalho, reunindo-se em guetos e vilas, sofrendo privações e discriminações de toda ordem, e obtendo apenas tarefas de baixa remuneração.

Um dos primeiros grupos de negros libertos em Porto Alegre, c. 1884.


Na alvorada da República Júlio de Castilhos assumiu a secretaria do governo e em seguida participou no Rio da elaboração da nova Constituição. Voltando ao estado em 1891, passou a trabalhar na Constituição Estadual. Aprovada em 14 de julho, no mesmo dia se realizou a primeira eleição para uma Presidência constitucional, saindo-se Castilhos vencedor com 100% dos votos. Mas as rivalidades políticas se acirraram a um ponto sem retorno. O Partido Federalista (antigo Partido Liberal) lutava pela centralização e o parlamentarismo; o Partido Republicano pelo sistema presidencialista e pela autonomia provincial. Depois de várias mudanças de governo deflagrou-se uma nova guerra civil em 1893, a Revolução Federalista, liderada por Silveira Martins, antigo adversário de Castilhos. Se na Revolução Farroupilha ainda se viram cenas de nobreza, honra e altruísmo, ao longo da Revolução Federalista, que desejava derrubar Castilhos, de novo no poder, generalizou-se a crueldade e a vilania. Décio Freitas diz que foi a mais violenta das guerras civis em toda a América Latina, e outros que escreveram sobre ela não cessam de reiterar expressões de horror. Durou mais de dois anos e ceifou mais de dez mil vidas, imprimindo uma nódoa de ódio fratricida que até hoje envergonha a memória do estado.

Batalhão de lanceiros na Revolução Federalista.


Com a derrota dos rebeldes em 1895, Júlio de Castilhos concentrou em si o controle absoluto do estado. A oposição se viu completamente desarticulada e os principais líderes dos revoltosos ou estavam mortos ou partiram para o exílio, sendo acompanhados por cerca de 10 mil correligionários. Então se iniciou uma longa dinastia política que iria governar o estado por décadas, e influenciaria todo o Brasil através de um de seus discípulos, Getúlio Vargas. Castilhos controlava toda a máquina administrativa estadual através de uma rede de subordinados fiéis, interferindo diretamente na vida dos municípios. Adepto entusiasta do Positivismo, orientou sua administração por suas idéias de ordem, moralidade, civilização e progresso, mas dava pouco valor ao voto, sendo repetidamente acusado de fraudar as eleições. Era visto por seu círculo como um iluminado, e mesmo exercendo um poder ditatorial, relevou antigas ofensas e não perseguiu seus desafetos, nem obstruiu o trabalho da imprensa, permitindo considerável liberdade de expressão. Seu governo foi elogiado até por seus oponentes, como Venceslau Escobar, que admirou-se de sua "largueza de descortino, realizando e projetando medidas progressistas". De fato com ele o estado entrou definitivamente na modernidade, atualizando uma herança administrativa colonial obsoleta que até então fora baseada mais no improviso. Sua primeira preocupação foi reorganizar a Justiça, os transportes e as comunicações. Apoiou os imigrantes e fomentou o desenvolvimento do interior. Em 1898 deixou o governo assegurando a continuidade do seu programa através da eleição de Borges de Medeiros num pleito sem adversários.

Crescimento e novos conflitos

Ainda que gravemente traumatizado pela guerra, com suas perdas humanas e materiais e suas rupturas nas redes de confiança mútua que cimentam a vida em sociedade, a recuperação do estado foi bastante rápida. A situação nacional era favorável. O governo de Dom Pedro II pela primeira vez trabalhava em superávit, e o monarca desejava pacificar os ânimos locais. Com a restauração das instituições incentivou-se a instalação de Câmaras em várias cidades e a administração da justiça se normalizou. As maiores urbanizações receberam verbas para melhorar a infraestrutura e os serviços públicos, a lagoa dos Patos foi sinalizada, se formaram várias associações de comerciantes e produtores, novas levas de imigrantes alemães foram chegando, a mineração do carvão se desenvolvia e já se pensava em estradas de ferro para escoar a produção estadual e circular pessoas. Em 1851 o estado recebeu um desenho muito próximo do atual, com a retificação das fronteiras com a República do Uruguai. Em 1854 já havia condições de se fundar o primeiro banco regional, o Banco da Província.

A repercussão cultural desse surto de progresso também foi significativa. Em 1858 Porto Alegre inaugurava uma grande casa de ópera, o Theatro São Pedro, decorado com grande riqueza. Os saraus literários se tornavam uma moda, e na capital se fundava em 1868 a Sociedade Parthenon Litterario, reunindo a nata da intelectualidade gaúcha. Nesse círculo brilharam os primeiros literatos, educadores, políticos, doutores, artistas e poetas de vulto do estado, como Luciana de Abreu, Caldre e Fião, Múcio Teixeira, Apolinário Porto Alegre, Carlos von Koseritz e vários outros.

A instalação dos novos imigrantes alemães, que continuavam a chegar, porém, se fazia com mais dificuldade. Mudanças nas leis estaduais tornaram a aquisição de terra onerosa para os colonos e impuseram uma hipoteca compulsória sobre as terras até sua quitação, e iniciativas privadas de atração de novos alemães nem sempre foram coroadas de sucesso. Também se registraram confrontos sangrentos com remanescentes dos povos indígenas nas áreas desbravadas, e eventos de violência entre os próprios alemães, como a Revolta dos Muckers, de caráter messiânico. Mesmo assim, a colonização como um todo prosperou, trouxe as culturas da batata, dos cítricos, do fumo, introduziu a cerveja, promoveu a industrialização, o artesanato, a educação privada e a policultura, e fundou uma série de outras cidades, como Estrela, São Gabriel, Taquara, Teutônia e Santa Cruz do Sul, que logo veio a ser o maior pólo produtor de fumo. Além disso os alemães logo se organizaram em sociedades culturais onde se praticava música erudita e se encenavam peças de teatro, e se notabilizaram por sua luta pela liberdade religiosa e pela abolição da escravatura.

Em 1864, nova guerra. Desta feita contra o Paraguai. O Brasil fora invadido por Solano Lopez e o estado enviou mais de dez mil homens para a frente de batalha. A Guerra do Paraguai afetou diretamente apenas três cidades gaúchas: São Borja, Itaqui e Uruguaiana, que foram atacadas várias vezes, mas depois de um ano o conflito direto se moveu para outros locais, e o estado como um todo foi relativamente pouco abalado. Mas graças à atuação destacada do gaúcho General Osório no conflito, o prestígio do estado cresceu sensivelmente. Ele foi um dos fundadores do Partido Liberal no estado, que iniciou a partir de 1872 uma marcha ascendente até enfim dominar a situação política gaúcha. Com sua morte abriu-se espaço para outra personalidade brilhante, o de início liberal mas depois monarquista Gaspar da Silveira Martins, criador do jornal A Reforma e ocupante de vários cargos públicos, incluindo o de Presidente da Província. Ele seria chamado de "o dono do Rio Grande", tal sua influência.
Propriedade rural italiana na região de Caxias do Sul, fim do século XIX

A partir de 1874 o trem já circulava entre a capital e São Leopoldo, dando a partida para a modernização dos meios de transporte no Rio Grande do Sul. O ando de 1875 também foi um ano importante, pois começaram a chegar as primeiras levas de imigrantes da Itália, em novo projeto oficial de colonização, ora da Serra do Nordeste, ao norte da área ocupada pelos alemães. Apesar das previsíveis dificuldades de instalação numa região ainda totalmente virgem, e do limitado apoio governamental aos colonos, o empreendimento foi exitoso, e até o final do século chegariam ao estado cerca de 84 mil italianos, sem contar grupos menores de judeus, polacos, austríacos e outras etnias. Através dessa nova onda imigratória se fundaram cidades como Caxias do Sul, Antônio Prado, Nova Pádua, Bento Gonçalves, Nova Trento e Garibaldi, e se introduziram produções novas como a uva, os embutidos e o vinho. Como acontecera com os alemães, criou-se uma cultura regional muito próspera e muito característica, até com dialeto, hábitos e arquitetura próprios. O estado atravessava uma fase de real florescimento, já havia cerca de 100 indústrias em atividade no estado, que evoluíram a partir de artesanatos e manufaturas, e em 1875 a sociedade se sentiu capaz de exibir publicamente o resultado de seu esforço numa primeira exposição geral, montada no Arsenal de Guerra de Porto Alegre. No catálogo da mostra constavam 558 produtos, desde roupas, maquinário pesado e instrumentos de precisão até relógios e obras de arte. O evento foi um sucesso absoluto, saudado como "um festim do trabalho" pela imprensa da época.

Revolução Farroupilha

Um dos canhões usados pelos Farroupilhas. Acervo do Museu Júlio de Castilhos


Em 1835 seria a vez da Revolução Farroupilha, um dos mais dramáticos e sangrentos episódios da história gaúcha, que durou dez anos e onde morreram de 3 a 5 mil pessoas. Explodiu a revolta como consequência do declínio na economia estadual, em virtude da sobretaxa do charque, a base da economia, mais o excesso de outros impostos, a ineficiência do governo da Província e sucessivas perdas agrícolas por pragas naturais e calote oficial. Na onda de insatisfação contra o governo imperial, a quem culpavam de fazer uma política nefasta ao estado, em 20 de setembro de 1835 rebeldes em Porto Alegre puseram a fugir o presidente da Província, tomando a cidade. Logo o movimento adquiriu feição separatista e republicana. A reação do governo central não tardou. Porto Alegre foi recapturada logo mas o interior deu sérios trabalhos aos imperiais até que em 1845, quando comandados pelo Visconde de Caxias, prevaleceram, e foi assinada a Paz do Poncho Verde, quando foi dada uma anistia geral aos revoltosos, pagas indenizações aos chefes militares e libertos os escravos sobreviventes que haviam lutado.

Theatro São Pedro.

Em determinado momento esta revolta, que chegou a resultar na proclamação da efêmera República Rio-Grandense e dominar cerca de metade do estado, propagando-se até Santa Catarina, mobilizou dois terços da força militar nacional, enviada para sufocá-la. Nesse intervalo a economia da província, já fragilizada, entrou em colapso. Mesmo tendo decretado medidas para melhoria no setor produtivo, os revolucionários nunca conseguiram organizar de fato a administração da sua nova República, e os governantes imperiais não tiveram melhor sucesso, sucedendo-se 19 deles em apenas dez anos. Apesar da derrota final dos farroupilhas, a guerra serviu para acentuar o espírito regionalista com a consolidação do poder dos estancieiros, alterou o equilíbrio de forças nas relações do Rio Grande do Sul com o Império e se transformou num símbolo de identidade na construção da memória do estado.
Arquitetura alemã de enxaimel em Nova Petrópolis



O ano de 1824 foi marcado pelo início da colonização alemã no estado, uma iniciativa do governo imperial para povoamento do sul, que visava também a dignificar o trabalho manual, formar uma classe média independente dos latifundiários, engrossar as forças de defesa do território e dinamizar o abastecimento das cidades.[5] Chegando em Porto Alegre, os imigrantes aguardavam até a definição de suas terras e a concessão de provisões iniciais. Nesta cidade grupos remanescentes deram origem ao bairro Navegantes. O grosso do contingente, porém, seguiu para a região ao norte da capital, concentrando-se em torno do rio dos Sinos, formando os núcleos iniciais de cidades como Novo Hamburgo e São Leopoldo e desbravando as matas em torno para instalação de propriedades rurais. As levas de imigrantes germânicos continuariam a chegar ao longo de todo o século XIX, totalizando mais de 40 mil indivíduos, e os centros de povoamento que eles fundaram desenvolveram economias prósperas e culturas regionais características[3].

As guerras, porém, continuavam. O estado foi a base de operações durante a Guerra Cisplatina, que eclodiu em 1825 pretendendo recuperar o território da Província Cisplatina para as Províncias Unidas do Rio da Prata, havendo escaramuças em território gaúcho e um grande confronto, a Batalha do Passo do Rosário, tida como a maior batalha campal já ocorrida no Brasil. Fructuoso Rivera chegou a reconquistar para as Províncias Unidas os Sete Povos das Missões, mas com a assinatura da Convenção Preliminar de Paz, em 1828, as Missões foram devolvidas - mas não sem antes serem pilhadas pelo exército em retirada - e o Brasil acabou por ter de entregar a Cisplatina por força do Tratado do Rio de Janeiro, que criou a República Oriental do Uruguai.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

SÉCULO XIX.


Tipos humanos característicos do Rio Grande em meados do século XIX.


Século XIX


Após a Guerra de 1801, um novo acordo, o Tratado de Badajoz, redefiniria o traçado das fronteiras do estado entregando as Missões para Portugal, permanecendo Sacramento com a Espanha. Assim se iniciava um período de organização administrativa, social e econômica.
Nos poucos centros urbanos, como Porto Alegre, Rio Grande, Viamão, Pelotas e Rio Pardo, a sociedade começava a se estruturar. Um inglês, J. G. Semple Lisle, visitando Rio Grande nessa época, deixou um testemunho muito favorável sobre o bom acolhimento que teve e as maneiras prestativas do povo, cuja hospitalidade "excede tudo o que vi em outras partes do mundo. (…) Poderia encher um volume com a narração dos atos de bondade com que fomos cumulados".
Porto Alegre tinha cerca de quatro mil habitantes e sua vida como capital começava a se definir claramente, além de crescer como força econômica, assumindo a posição de maior mercado do sul. Seu comércio se fortalecia com a atividade crescente do porto, localizado na confluência das duas principais rotas de navegação interna, e já havia espaço para a abertura da sua primeira Casa de Ópera, na verdade um barracão de pau-a-pique, mas que indicava o esboço de um interesse cultural mais sofisticado. Enquanto isso, Pelotas se firmava como maior centro da produção de charque e através dele nascia uma aristocracia urbana, embora fosse se individualizar de Rio Grande apenas em 1812, tornando-se Freguesia de São Francisco de Paula (recebendo o nome Pelotas algumas décadas depois). Em 19 de setembro de 1807 a Capitania ganhou sua autonomia e em 1809 foi elevada a Capitania Geral, composta por apenas quatro municípios: Porto Alegre, Santo Antônio da Patrulha, Rio Grande e Rio Pardo, que dividiam entre si toda a extensão do estado.
A paz durou pouco. Em 1811 o estado já se via envolvido em nova disputa internacional, agora despertada pela revolução iniciada por Artigas em Buenos Aires e que pretendia unificar todos os estados do Prata. Montevidéu resistiu e pediu ajuda ao príncipe regente Dom João, e este enviou tropas gaúchas para combater, sob o comando de Dom Diogo de Souza, o chamado Exército Pacificador. Na esteira do avanço militar pelo pampa, fundaram-se cidades como Bagé e Alegrete. Retirou-se o exército pouco depois, em função da assinatura de um armistício, apenas para ser substituído em 1816 por um batalhão ainda maior vindo de Portugal, composto por veteranos das guerras européias, a fim de rechaçar a invasão das Missões por Artigas. As lutas terminaram com a anexação da Banda Oriental, o atual Uruguai, ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves sob o nome de Província Cisplatina, que na prática se tornou uma extensão do Rio Grande.
Em 1822, com a Independência do Brasil, a Capitania se tornou uma Província, foi constituída a primeira Assembléia eleita, e recebeu seu primeiro governante civil, José Feliciano Fernandes Pinheiro, autor também da primeira história geral do estado, os Anais da Província de São Pedro. Nesta altura a população total chegava a cerca de 90 mil almas. Pelo interior os povoados se multiplicavam, aparecendo Jaguarão, Passo Fundo, Cruz Alta, Triunfo, Taquari, Santa Maria.
As Missões, porém, já caíam em ruínas e apenas os velhos índios se lembravam delas, muitas vezes com saudade. Na capital viviam cerca de 12 mil pessoas. Auguste de Saint-Hilaire, visitando então, considerou-a bela, com um comércio variado, muitas oficinas e casas de dois andares, com um povo formoso e vigoroso, mas deplorou a sujeira das ruas.

Sobre a administração da Província sua opinião foi claramente condenatória:

"Os abusos atingiram o cúmulo, ou melhor, tudo era abuso. Os diversos poderes confundiam-se e tudo era decidido pelo dinheiro e pelos favores. O clero era a vergonha para a Igreja Católica. A magistratura, sem probidade e sem honra (…) Os empregos multiplicavam-se ao infinito, as rendas do Estado eram dissipadas pelos empregados e pelos afilhados, as tropas não recebiam seus soldos; os impostos eram ridiculamente repartidos; todos os empregados desperdiçavam os bens públicos, o despotismo dos subalternos chegou ao cúmulo, em tudo o arbítrio e a fraqueza andam a par da violência".


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O MODELO ESTANCIEIRO E A FORMAÇÃO DO " GAÚCHO ".

Wendroth: Típica propriedade rural da região central do RS em meados do século XIX.



O modelo estancieiro e a formação do "gaúcho"



Com a paz de Santo Ildefonso se intensificou a concessão de sesmarias aos que se haviam destacado na guerra, e esta classe de militares, agora donos de terras, foi a origem da aristocracia pastoril gaúcha, consolidando o regime das estâncias como uma das bases econômicas da região, mas dando margem também a uma grande quantidade de abusos de poder, que tinham seu fundamento na realidade de um grupo que se experimentara a ferro e fogo, mas para quem o senso de justiça, lei e humanidade estava morto. Os próprios administradores régios davam péssimo exemplo, enriquecendo à custa da província e acumulando vastas extensões de terras. Cada grande sesmeiro era como um poderoso senhor feudal que só atendia aos seus interesses e os impunha pela força. Repetidas vezes as queixas chegaram à Coroa, mas sempre com pouco resultado. A vida na estância era precária em todos os sentidos. Somente os senhores podiam ter algum luxo numa casa grande, que mais se parecia a uma fortificação, com paredes grossas e grades nas janelas. Em torno dela se agrupavam a senzala e famílias livres, que vinham em busca de proteção e recebiam uma porção de terra em troca de um compromisso de fidelidade servil para com o proprietário, produzindo alimentos e bens manufaturados para seu sustento próprio mas sobretudo para o patrão. A habitação desses agregados era um sumário casebre de barro coberto de palha, despojado de todo conforto.

Um relato de época, deixado por Felix Azara, descreve o ambiente:

"Possuem um barril para a água, uma guampa para o leite e um espeto para assar a carne. A mobília não vai além de umas três peças. As mulheres andam descalças, sujas e andrajosas. Seus filhos se criam vendo somente rios, desertos, homens vagos correndo atrás das feras e touros, matando-se friamente como se degolassem uma vaca".
 
Mas esse cenário nem sempre foi assim tão desumano. Muitas estâncias produziam uma variedade considerável de produtos agrícolas e de uma indústria primitiva, tornando a propriedade autossuficiente e as condições gerais um pouco melhores. Havia momentos de entretenimento nos bolichos, pequenas casas de comércio, bebida e encontro social masculino de beira de estrada, e as festas religiosas na capela local congregavam toda a pequena comunidade e atraíam grupos de outras estâncias. Nesses encontros começou a se formar o folclore do Rio Grande do Sul, na contação de causos (relatos de façanhas e fatos extraordinários) em torno do fogo, nas carreiras de cavalos, na troca de experiências sobre a vida campeira, na absorção e transformação dos mitos indígenas locais.
O empregado da estância foi, assim, um dos formadores da figura prototípica do gaúcho, uma figura que na verdade foi "construída" pela intelectualidade local no século XX, mas que hoje é a inspiradora de parte importante da cultura do estado e do seu senso de identidade. Outra parte do caráter total dessa entidade abstrata, uma parte que diz respeito à insubmissão e liberdade, foi emprestada do povo errante de homens sem lei, formado por índios evadidos das missões, contrabandistas, caçadores de couros, aventureiros, escravos e bandidos foragidos, que percorriam em predação os campos de gado livre. Diversos nomes se deram a essa população, entre eles faeneros, corambreros, índios vagos, gaudérios, guascas e gaúchos. Viviam em bandos por conta própria, comendo carne e bebendo mate e aguardente, vestidos de uma indumentária simples e adaptada à vida constante sobre um cavalo, enfrentando dias de intenso frio nos invernos, tendo de dormir via de regra a céu aberto. Eram sempre um perigo para os estancieiros, especialmente os mais pobres, e constantemente se envolviam em rusgas com os espanhóis na fronteira. Suas relações com os oficiais do reino eram ambíguas. Por um lado competiam na presa do gado solto, mas também podiam ser contratados para fazerem o mesmo serviço para um senhor ou prestar tarefas militares junto a um destacamento oficial. Em 1803 seu número chegava a quatro mil, numa população total de 30 mil habitantes.
Até então o interesse dos colonizadores pelo gado se resumia ao couro, que era de grande importância na vida cotidiana da colônia. A carne era apenas para uso familiar, e todo o excedente era desprezado. Calcula-se que o rebanho livre tenha chegado a cerca de 48 milhões de reses e um milhão de cavalos. Depois de 1780 o gado livre começou a rarear, mas então se abriu um novo e amplo mercado para a carne que era descartada, iniciando a cultura das charqueadas, cujo produto seguia para o Nordeste a fim de alimentar os escravos dos engenhos de açúcar.

antiga fotografia de um gaúcho argentino, 1868.

Fonte Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

OCUPAÇÃO DO LITORAL.

Ocupação do litoral


Uma primeira expedição de conquista, organizada em 1677, malogrou. Outra, de 1680, sob comando de Dom Manuel Lobo, conseguiu tocar o Prata em janeiro do ano seguinte, fundando a Colônia do Sacramento, com um presídio e os primeiros abrigos para os colonos. A Espanha, nesta altura fragilizada por guerras contra a França, apesar de atacar a Colônia, não esboçou uma reação mais séria à expansão portuguesa, e em 1681 estabeleceu-se o Tratado Provisional, delimitando novas fronteiras na região e reconhecendo a soberania portuguesa sobre a margem esquerda do Rio da Prata.



Com o incentivo do estabelecimento deste posto avançado, os portugueses passaram a se interessar pela ocupação das terras intermediárias entre o Sacramento e a Capitania de São Vicente. Em 1737 uma expedição militar portuguesa, comandada pelo Brigadeiro José da Silva Pais, foi incumbida de prestar socorro à Colônia, tomar Montevidéu e levantar um forte em Maldonado. Fracassada esta última empresa, o Brigadeiro decidiu instalar uma povoação mais ao norte, livre das constantes disputas entre portugueses e espanhóis. Destarte, navegou até a barra da Lagoa dos Patos, erroneamente tomada como um rio, o Rio Grande, e ali chegando em 19 de fevereiro de 1737, fundou um presídio e ergueu o Forte Jesus, Maria e José, constituindo a origem da cidade do Rio Grande, primeiro centro de governo da região. O local era um ponto estratégico para a defesa do território, estando a meio caminho entre Laguna e a Colônia do Sacramento. As primeiras famílias colonizadoras chegariam ali ainda neste ano, mas o trecho entre Rio Grande e Tramandaí e os campos da região de Vacaria, na serra do nordeste, também estavam sendo povoados independentemente, situação facilitada pela extensão, pelos tropeiros, da Estrada Real que vinha de São Paulo até os Campos de Viamão, sendo que já em 1734 se contavam grandes estâncias de gado na área, se lançavam as sementes das primeiras urbanizações e os estancieiros começavam a solicitar a concessão de sesmarias. A partir de 1748 começaram a chegar ao estado famílias açorianas, enviadas pela Coroa Portuguesa, para colonizá-lo. Instalaram-se primeiro em Rio Grande, e depois outras se fixaram na região da futura Porto Alegre, então ainda um diminuto povoado erguido junto ao porto de Viamão. Partindo dali, outros grupos avançaram pelos vales dos rios Taquari e Jacuí.
Início da colonização


O território que hoje constitui o Rio Grande do Sul já constava nos mapas portugueses, sob o nome de Capitania d'El-Rei, desde o século XVI. A despeito do Tratado de Tordesilhas, que definia o fim das terras portuguesas na altura de Laguna, Portugal ansiava por estender seus domínios até a foz do Rio da Prata. No século XVII bandeirantes de São Paulo já percorriam a área em busca de tesouros e para escravizar os índios. Nesse espírito, ignorando os tratados, em 17 de julho de 1676, através de Carta Régia, Portugal delimitou duas capitanias no sul, que em conjunto se estendiam de Laguna até o Rio da Prata, doadas ao Visconde de Asseca e a João Correia de Sá.[3] Em 22 de novembro de 1676 a bula papal Romani Pontificis Pastoralis Solicitudo veio fortalecer as pretensões portuguesas, pois ao criar o bispado do Rio de Janeiro, estabelecia como seus limites desde a costa e sertão da Capitania do Espírito Santo até o Rio da Prata. Logo em seguida a Coroa Portuguesa passou a cogitar seriamente a ocupação das terras do sul, legalmente espanholas.


PERFIL GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO SUL.

O perfil geográfico do Rio Grande do Sul foi formado por sucessivas transformações que iniciaram há cerca de 600 milhões de anos. Esse território já foi um mar, já foi um deserto, e em várias regiões aconteceram soterramentos massivos por derrames de lava. Crê-se que somente há dois milhões de anos a geografia se definiu mais ou menos como hoje a conhecemos, quando se fixou a faixa arenosa do litoral. A vida na pré-história do Rio Grande do Sul foi rica em espécies animais e vegetais, sendo encontrados muitos fósseis em especial na área da Paleorrota. Há apenas cerca de 11 mil anos iniciou a ocupação humana, com a chegada de grupos de caçadores-coletores vindos do norte, que se instalaram em todos os recantos do estado, formando culturas como a Umbu, a Humaitá, e a Sambaqui. A cultura Taquara alcançou até mesmo algum grau de sofisticação, visível na cerâmica que produziram e na engenharia de abrigos subterrâneos, interligados por túneis, revestidos de pedra cimentada com barro, muitas vezes associados com outras construções superficiais como plataformas de pedra. Outros vestígios desses habitantes foram encontrados na forma de instrumentos de pedra lascada, inscrições rupestres, amuletos, tumbas e ossadas.[3]




Essa fase prosseguiu sem mudanças significativas até a chegada de uma segunda onda migratória há dois mil anos, composta por índios guaranis oriundos da Amazônia. Sendo um povo mais forte e mais organizado, submeteram praticamente todos os antigos habitantes, introduzindo também a agricultura e aperfeiçoando a cerâmica. Quando o Brasil foi descoberto, em 1500, quase todos os índios do estado, que somavam de 100 mil a 150 mil na estimativa dos estudiosos, já eram guaranis ou estavam misturados a eles. Os grupos menos afetados por essa invasão foram os gês do planalto médio, e os charruas e minuanos, do pampa.

A HISTÓRIA DO RIO GRANDE DO SUL ( PARTE 1 ).

A história do Rio Grande do Sul, o estado mais ao sul do Brasil, inicia com a chegada do homem à região cerca de 11 mil anos atrás, mas suas mudanças mais dramáticas ocorreram nos últimos cinco séculos, depois do descobrimento do Brasil. Esse percurso mais recente transcorreu em meio a diversos conflitos armados, externos e internos, alguns de grande violência. Guilhermino César dizia que essa história "é um dos capítulos mais recentes da história brasileira", e justificadamente, pois quando no Nordeste já se cantavam missas polifônicas este estado ainda era ocupado por um punhado de povoados e estâncias de gado portuguesas no centro-litoral, e o sul-sudeste era uma "terra de ninguém" onde frequentemente incursionavam tropas espanholas mandadas por Buenos Aires, defendendo os interesses da Coroa Espanhola, o proprietário legal da área nessa época. Mas essencialmente o Rio Grande do Sul até o fim do século XVIII era uma região virgem habitada por povos indígenas.[1] Os únicos focos importantes de civilização e cultura européias em todo o território até esta altura eram um brilhante grupo de reduções jesuítas fundado no noroeste, destacando-se entre elas os Sete Povos das Missões. Entretanto, sendo de criação espanhola, até há pouco tempo as Missões eram vistas como que sendo um capítulo à parte, e tanto mais por não terem deixado descendência cultural direta significativa, mas em anos recentes vêm sendo assimiladas à historiografia integrada do estado.[2]


Na primeira metade do século XIX, após muitos conflitos e tratados, obtendo Portugal a posse definitiva das terras que hoje compõem o estado, expulsos os espanhóis e desmanteladas as reduções, e massacrados ou dispersos os índios, se estabeleceu uma sociedade de matriz claramente portuguesa, e uma economia baseada principalmente no charque e no trigo, iniciando um florescimento cultural nos maiores centros do litoral - Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande. Esse crescimento contou com a contribuição de muitos imigrantes alemães, que desbravaram novas áreas e criaram culturas regionais significativas e economias prósperas, bem como com a força de muitos braços escravos. Em 1835 iniciou um dramático conflito que envolveu os gaúchos numa guerra fratricida, a Revolução Farroupilha, de caráter separatista e republicano. Finda a guerra a sociedade pôde se reestruturar. No final do século o comércio se fortaleceu, chegaram imigrantes de outras origens como italianos e judeus, e na virada para o século XX o Rio Grande do Sul havia se tornado a terceira maior economia do Brasil, com uma indústria em ascensão e uma rica classe burguesa, mas ainda era um estado dividido por sérias rivalidades políticas, e houve mais crises sangrentas. Nessa época o Positivismo delineava o programa de governo, criando uma dinastia de políticos herdeiros de Júlio de Castilhos que governou até os anos 1960 e influiu em todo o Brasil, especialmente através de Getúlio Vargas, que em sua origem fora castilhista. No período da ditadura militar o Rio Grande do Sul enfrentou muitas dificuldades no que diz respeito à liberdade de expressão, como enfrentou todo o país, mas o crescimento econômico do Milagre Brasileiro propiciou investimentos na infraestrutura. No final do ciclo, porém, o estado havia acumulado enorme dívida pública. Nas últimas décadas o estado vem consolidando uma economia dinâmica e diversificada, ainda que bastante ligada ao setor agropecuário, e vem ganhando fama como tendo uma população politizada e educada. Ainda que existam muitos desafios a serem vencidos e grandes diferenças regionais, em geral melhorou sua qualidade de vida alcançando índices superiores à média nacional, projetou-se culturalmente em todo o Brasil e iniciou um processo de abertura para outros cenários em face da globalização, enquanto que passava a prestar mais atenção às suas raízes históricas, à sua diversidade interna, aos excluídos e minorias, e ao seu ambiente natural.

O RIO GRANDE DO SUL ( PARTE 2 )

VEGETAÇÃO: campos (campanha gaúcha) a Sul e Oeste,


floresta troplical a Leste, matas das araucárias a

Norte, mangues litorâneos.



CLIMA: subtropical



Predomina no estado do Rio Grande do Sul o clima

subtropical, sendo que na região do planalto Serrano o

clima é subtropical de altitude, com temperaturas

médias inferiores a 20º C e chuvas abundantes, regularmente distribuídas. Devido à latitude, na região do pampa gaúcho

as médias térmicas são inferiores a 18ºC e as chuvas

são relativamente escassas. A região lagunar do litoral

caracteriza-se pela escassez de chuvas.



CIDADES MAIS POPULOSAS: Porto Alegre, Pelotas,

Caxias do Sul, Canoas, Santa Maria, Novo Hamburgo e Viamão.



HORA LOCAL (em relação a Brasília): a mesma



HABITANTE: gaúcho



CAPITAL: Porto Alegre, fundada em 26/3/1772



HABITANTE DA CAPITAL: porto-alegrense



Na composição da economia destacam-se a agricultura

e a pecuária, além de atividades industriais. O estado

do Rio Grande do Sul é tradicionalmente conhecido como

o celeiro do Brasil.Entre as atividades industriais do estado

do Rio Grande do Sul, destacam-se as indústrias de

couro em geral, calçados, alimentícia, têxtil, madeireira,

metalúrgica e química.



Situado fora do eixo de comércio do Brasil com Portugal,

coube ao Rio Grande o papel vital de fornecer o gado que

sustentou o ciclo do ouro em Minas Gerais e o do charque,

que era o alimento básico dos escravos e da população de

baixa renda das cidades brasileiras. A partir do início do

século XX, coube também ao Rio Grande a função de

"celeiro do país", responsável por uma fatia significativa

da produção agrícola nacional.

O RIO GRANDE DO SUL ( PARTE 1 ).

O ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL




LOCALIZAÇÃO: O Rio Grande do Sul, estado

Brasileiro, fica no extremo sul da região Sul.



FRONTEIRAS: Norte = Santa Catarina;

Sul = Uruguai; Leste = Oceano Atlântico; Oeste = Argentina.



ÁREA (km²): 282.062



RELEVO: planície litorânea com restingas e areias,

planaltos a Oeste e Nordeste, depressões no centro.



Seu relevo apresenta três regiões naturais, que podem

ser facilmente identificadas: o planalto Serrano, o pampa

e a região lagunar. O planalto Serrano ocupa mais da metade

do território do estado, estendendo-se por toda a parte

setentrional em direção ao sudoeste. Na região serrana,

localizada a nordeste, encontram-se altitudes de 900

a 1.000 metros, chegando a apenas 100 metros no vale

médio do rio Uruguai. Na parte meridional apresenta escarpas

de cuestas, designadas pelo nome genérico de Coxilha Grande,

que caem para a depressão Central. Nessa parte do relevo do

estado podem ser encontradas extensas campinas e também

regiões de florestas, onde predominam as araucárias e a

vegetação da mata atlântica. O pampa gaúcho localiza-se

na parte centro-meridional do estado e corresponde a

um planalto de ondulações suaves, com altitudes inferiores

a 500 metros. A região lagunar na costa atlântica apresenta

paisagem de praias com dunas e restingas, além de

enorme quantidade de lagunas, destacando-se entre

as maiores, as lagoas dos Patos, Mirim e Mangueira.



RIOS PRINCIPAIS: Uruguai, Taquari, Ijuí, Jacuí,

Ibicuí, Pelotas e Camaquã.



Os rios que banham o estado pertencem à bacia

do Prata e o principal deles é o rio Uruguai, formado

pela junção dos rios Canoas e Pelotas, na divisa do estado

do Rio Grande do Sul com o estado de Santa Catarina

terça-feira, 20 de abril de 2010

TRADIÇÕES E IMAGENS DO GAÚCHO.

HINO DO RIO GRANDE DO SUL.

Ceu, Sol, Sul, Terra e Cor

PROGRAMA VENTO SUL

PROGRAMA VENTO SUL

PROGRAMA VENTO SUL

PROGRAMA VENTO SUL
FORMATO DE PATROCÍNIO


O patrocínio terá sempre o formato de contrato semestral, o valor é sempre referente a um mês apenas, ou seja, o patrocinador vai investir R$ 6.000,00 ao longo de 6 meses. O patrocinador tem sua marca, slogan e endereço exibido em todas as chamadas do programa (no mínimo 30/mês) em rodízio por toda a programação. A cada programa ele tem sua marca e slogan na vinheta de abertura, na vinheta de encerramento e um VT de 30 segundos (ou dois de 15 “) dentro dos intervalos (breaks)”.
 
PATROCÍNIO..R$1.000,00

       Inserção avulsa de 30 segundos R$ 100,00
                            Merchandising de 45 segundos R$ 150,00
ATENÇÃO: SAIA DESSA CRISE FINANCEIRA MUNDIAL, DE A VOLTA POR CIMA, UMA OPORTUNIDADE ÚNICA PARA ALAVANCAR SUAS VENDAS, E PRESTIGIAR A TRADIÇÃO DO RIO GRANDE DO SUL.
Estamos produzindo um programa nativista, com o perfil descrito abaixo, e gostaríamos de saber se existe interesse de vossa parte, em patrocinar o programa, o alcance atualmente é de 18 municípios pela tv aberta, irá ao ar também pela VIA CABO E NET.


VENTO SUL: Um programa totalmente comprometido com as tradições gaúchas, levando conhecimento ao homem do campo, dirimindo todas suas dúvidas, valorizando todo e quaisquer assuntos relativos ao nosso povo, a nossa tradição, trazendo a culinária, artistas de todo o Rio Grande do Sul, com entrevistas das mais variadas, agenda cultural, rodeios, atividades no campo, mostrando os verdadeiros valores do homem do campo, participando ainda de Festivais Nativistas, Rodeios, Shows, e uma infinidade de outras atividades rurais.
ATENÇÃO: SAIA DESSA CRISE FINANCEIRA MUNDIAL, DE A VOLTA POR CIMA, UMA OPORTUNIDADE ÚNICA PARA ALAVANCAR SUAS VENDAS, E PRESTIGIAR A TRADIÇÃO DO RIO GRANDE DO SUL.


VENTO SUL TRADICIONALISTA DOMINGOS 10:00 HS
PROGRAMA TRADICIONALISTA VENTO SUL, LEVANDO A TRADIÇÃO GAÚCHA PARA TODOS OS RINCÕES.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

MANO LIMA - ESPETANDO BAGUAL.

CESAR OLIVEIRA E ROGÉRIO MELO - PALETEADA.

CRISTIANO QUEVEDO - CONTRAPONTO.

JOCA MARTINS - QUALQUER UMA.

ANINHA PIRES NA EXPOFEIRA 2009.

35ª EXPOFEIRA - EXPOSIÇÃO AGROPASTORIL INDUSTRIAL, COMERCIAL E CULTURAL DO RIO GRANDE.

MANO LIMA
JOCA MARTINS
CRISTIANO QUEVEDO GRUPO COMPARSA
CESAR OLIVEIRA E ROGÉRIO MELO

35ª EXPOFEIRA - EXPOSIÇÃO AGROPASTORIL INDUSTRIAL, COMERCIAL E CULTURAL DO RIO GRANDE.

ANINHA PIRES
ANINHA PIRES

HERMES DURAN

HERMES DURAN

quarta-feira, 14 de abril de 2010

TODA HONRA E TODA A GLÓRIA, É PARA O SENHOR MEU DEUS, A QUEM EU TANTO AMO, E DEPENDO ATÉ MESMO PARA UM PISCAR DE OLHOS.

ELE MORREU NA CRUZ, PARA LEVAR NOSSOS PECADOS.
RESSUCITOU AO TERCEIRO DIA.
Se ouvires atentamente a voz do Senhor teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o Senhor teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra; e todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, se ouvires a voz do Senhor teu Deus...

O RIO GRANDE DO SUL E SUAS TRADIÇÕES.

O SUL GRENAL (GRÊMIO E INTERNACIONAL) (O MAIOR CLÁSSICO DO RIO GRANDE DO SUL)
PILCHAS DO GAÚCHO
GINETEADA
ENART - MOSTRA DE ARTE E TRADIÇÃO GAÚCHA.
CHIMARRÃO
DESFILE TRADICIONALISTA
CHURRASCO
CHURRASCO
CHURRASCO
LINGUÍÇA
CTG - CENTRO TRADICIONALISTA GAÚCHO

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VENTO SUL PRODUÇÕES ARTÍSTICAS

VENTO SUL PRODUÇÕES ARTÍSTICAS
Contatos pelo fone: (53) 9934-6243 = Barão de Cotegipe nº 748 centro - CEP: 96200-290
Estamos produzindo este programa Tradicionalista, com todo o carinho que o Rio Grande do Sul merece, e o alcance atualmente é de 18 municípios pela tv aberta, irá ao ar também pela VIA CABO E NET.
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SEJA BEM VINDO AO BLOG DO PROGRAMA VENTO SUL.

Muito obrigado por visitar o blog do Programa Tradicionalista Vento Sul, fique à vontade, é um prazer imenso tê-lo conosco, volte sempre.

Um grande abraço.

Clovis Fonseca

Produtor e Diretor.

Rio Grande/RS.

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A tradição do Rio Grande do Sul

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